Saúde

Tipos de fimose: descubra quais são e como tratá-los

 A Fimose é uma condição comum, onde 97% das crianças já nascem com elas. É a dificuldade de expor a glande (cabeça do pênis) ao retrair o prepúcio devido ao excesso de pele. Temos um artigo onde falamos mais sobre o que é a fimose, e você pode encontrar clicando aqui

Tipos de fimose

Você sabia que existe mais de um tipo de fimose?

A fimose primária, ou fimose fisiológica, ocorre ainda na fase embrionária (evolução do embrião no útero durante a gestação), e geralmente é resolvida naturalmente durante o crescimento da criança.

É normal, então, que os bebês do sexo masculino nasçam com este excesso de pele e, o esperado é que até os 3 anos, em média, essa condição já tenha se resolvido espontaneamente. Passado esse tempo médio, sugere-se uma atenção especial para que o diagnóstico de fimose seja feito pelo pediatra, de forma correta, e seguir com o tratamento.

Durante o primeiro ano de vida do menino, não é indicado massagens ou exercícios de retração de pele sem indicação médica, pois pode levar a pequenas lesões ou inchaços.

Já a fimose secundária, ou fimose patológica, é a forma em que se é adquirida essa dificuldade na exposição da glande, por traumas no prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) e/ou lesões inflamatórias.

Este tipo ocorre de forma mais comum em adultos.
Uma das principais razões para esta condição é a higiene feita de maneira inadequada, pois o acumulo de sujeiras evolui para a proliferação de fungos e bactérias, e assim, inicia uma inflamação ou infecção.

O acumulo de urina também pode desenvolver este problema.
Essas lesões e fissuras que podem ocorrer em inflamações/infecções se cicatrizam, o que deixa a pele menos flácida e leva a uma leve retração do prepúcio, dificultando ainda mais a exposição da glande.

 

Existem 5 graus de intensidade da fimose

Existem 5 graus de intensidade da fimose. São eles:

  • Grau 1: Retração total, mas apertado na base da glande.
    Neste grau, é possível retrair a glande, mas torna-se difícil voltar para a posição inicial, sendo necessário que a glande seja espremida com os dedos e desinchada, e só então recobri-la com a pele novamente. Quando o prepúcio fica preso atrás da glande, é chamado de parafimose.
  • Grau 2: Exposição parcial da glande. Neste grau, você consegue retrair um pouco o prepúcio, mas ela não passa pela metade mais larga da glande.
  • Grau3: Retração parcial. Você consegue puxar um pouco o prepúcio e deixar a abertura urinaria visível, mas é muito apertado para seguir adiante.
  • Grau 4: Leve retração. Neste grau, você consegue retrair um pouco o prepúcio, mas o excesso de pele é grande na frente do meato (orifício na glande por onde sai a urina) a ponto de manter tudo escondido.
  • Grau 5: Nenhuma retração. É a forma mais grave de fimose. Neste grau, o prepúcio se estica, mas não há abertura ou exposição. Há casos em que a abertura é semelhante a um buraco de agulha.
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Como identificar a fimose?

Apesar de ser visível, existem alguns sintomas junto à dificuldade na retração do prepúcio que exigem atenção, como:

  • Dificuldade para higienizar a cabeça do pênis;
  • Dor ou ardência ao urinar;
  • Incômodo e lesões durante a ereção e relações sexuais.

 

E quais as formas de tratamento da fimose?

O grau de intensidade e, principalmente, a idade do menino são os fatores principais para que a escolha do melhor método de tratamento seja feita.
Entre estes métodos estão:

  • Pomadas à base de corticoide e hialuronidase, que possuem função anti-inflamatória e analgésica, e atuam afinando e amolecendo a pele em volta do pênis, tornando possível deslizar pela glande;
  • Exercícios indicados e ensinados pelo pediatra, geralmente para crianças a partir dos 5 anos de idade, e devem ser feitas diariamente sob supervisão de um adulto;
  • Cirurgia, chamada de circuncisão ou postectomia e deve ser indicada caso os métodos anteriores tenham sido aplicados, mas não tenham atingido sucesso. Nesta cirurgia, a pele e a mucosa ao redor do anel prepucial (abertura do prepúcio que expõe a glande) serão removidas.

 

O procedimento costuma ser rápido e não exige internação após finalizado, permitindo que o paciente seja liberado no mesmo dia. Entretanto, exige maiores cuidados e atenção para que o pós-operatório se dê de maneira tranquila e saudável.

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Durante a recuperação da cirurgia, os pontos devem ser higienizados e costumam cair sozinhos, e o curativo deve ser trocado conforme instruções da equipe médica. Ereções noturnas podem acontecer, e neste período pode trazer dor e desconforto, pois a ereção puxa e força os pontos. Para que isso seja minimizado, é indicado que durante o pós-operatório, o jovem urine antes de ir para a cama e, se possível, durante a madrugada. Dormir de lado, com os joelhos levemente dobrados também ajuda neste momento. Caso o incômodo permaneça por conta das ereções, uma bolsa térmica gelada em contato com o pênis pode aliviar a dor.

Você sabia que existe fimose feminina? Saiba mais sobre a sinéquia.

A fimose feminina ou sinéquia vaginal são casos raros de fimose que acomete meninas na faixa etária média de até 3 anos, mas que pode se estender até os 10 anos de idade.

Esse tipo de fimose se dá pela aderência (faixa de tecido que une dois tecidos do corpo) dos pequenos lábios da vagina e cobrem a abertura vaginal. Há casos em que o clitóris pode ficar coberto também.
As causas ainda não são bem definidas, mas estima-se que se dê pela deficiência ou baixa produção de estrogênio (hormônio feminino).
Assim como na fimose masculina, a higiene da área intima é de extrema importância para que infecções do trato urinário e a proliferação de fungos e bactérias sejam evitados.

Já seu tratamento se dá pela aplicação de pomada à base de estrogênio, com inicio a partir dos 12 meses de idade. Geralmente, a duração deste tratamento é de 3 a 4 semanas, e deve ser supervisionada pelo pediatra. A cirurgia para esse tipo de fimose também é o ultimo recurso e utilizada quando há o fechamento total da vagina ou o quando não houve sucesso na aplicação da pomada. O procedimento é feito no próprio consultório pediátrico, não sendo necessário internação, e sob anestesia local.

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