Saúde

A fimose atrapalha o desenvolvimento?

A fimose é uma doença que precisa de atenção, por isso é monitorada desde o útero da mãe. Ela pode atingir bebês, crianças, jovens e adultos, e é bastante comum. Abaixo vamos saber mais sobre, por exemplo, se ela atrapalha o desenvolvimento da criança. a-fimose-atrapalha-o-desenvolvimento

 

O que é fimose?

A fimose é uma condição de quando ocorre a dificuldade ou impossibilidade total ou parcial de exposição da glande devido à presença de um anel que aperta a extremidade, impedindo assim o recolhimento do prepúcio. Até o momento não há indícios que a fimose tenha relação genética.

Há duas condições de fimose, sendo adquirida ou congênita. A congênita é a mais conhecida e a que recebe mais atenção, ela é diagnosticada no acompanhamento pediátrico após o nascimento e o tratamento é mais fácil. Já a adquirida, pode ser desenvolvida por doenças pré-existentes do paciente, assim como sua rotina de autocuidados. É mais rara que a anterior, mas não tão incomum. Neste caso pode estar atrelada a diabetes ou até mesmo a inflamações da região, que causam o estreitamento do prepúcio.

Quando a fimose desaparece?

A maioria dos bebês nasce com uma pré-disposição para essa doença, que irá desaparecer com o crescimento e desenvolvimento naturalmente. A previsão é que ela suma até os cinco anos de idade, o que acontece em 90% dos casos.

Porém, pode ocorrer a retração tardia, por isso é importante que os pais estejam sempre atentos. Em alguns casos é preciso intervenção, sempre indicada pelo médico pediatra.

O acompanhamento médico é importante desde o nascimento, assim há a possibilidade de monitoramento e indicação de melhor intervenção para essa criança. Vale ressaltar que, qualquer procedimento como massagens, devem ser recomendados por um especialista, isso porque, quando administrado de forma incorreta pode causar dores no bebê e até mesmo cicatrizes, assaduras ou complicações futuras.

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O que a fimose pode prejudicar no desenvolvimento?

Como a fimose é a impossibilidade de retração do prepúcio, a criança pode ter dificuldade para a correta higienização. Em alguns casos, quando ela é levada para a adolescência pode causar dores ou desconfortos no momento de urinar ou em casos em adultos, uma sensação dolorosa nas relações sexuais. Também é importante salientar que a fimose não tem nenhuma relação com o tamanho da região, visto que esse desenvolvimento é genético.

Caso não ocorra a limpeza correta da região, é possível observar a proliferação de fungos e mais microrganismos nocivos à saúde, que podem desenvolver futuramente pequenos machucados e inflamações, com mau odor, inclusive.

Em casos mais extensos e graves, o não tratamento da fimose pode acarretar ao desenvolvimento do câncer de pênis. Devido à região ser mais abafada, é o lugar perfeito para a proliferação de culturas e desenvolvimento de doenças. Por isso, é importante observar se a criança lava e seca corretamente a região e orientar a limpeza nessa hora, já que a pele estará menos rígida, facilitando a limpeza e evitando dores.

 

É possível conviver com a fimose?

Sim, é possível. Mas a fim de evitar dores e desconfortos futuros, assim como inflamações e doenças ao decorrer da vida, é indicado o tratamento o mais breve possível. Alguns casos, quando ocorre apenas o acolamento, é possível a redução da aderência através do uso de pomadas a base de corticoides e hialuronidase, mas se ela não reduzir ou houver um excesso considerável de pele na região, onde pode inclusive ocasionar o “estrangulamento” da glande, conhecida como “parafimose”, é recomendada a cirurgia, já que pode acontecer de cortar a irrigação sanguínea necessária para a região.

Sendo assim, podemos afirmar que não há alteração no desenvolvimento da criança caso ela tenha fimose, uma vez que há tratamentos tanto invasivos como não invasivos, e é possível o diagnóstico precoce, dando assim mais conforto para o crescimento saudável. A melhor forma de evita-la é o recebimento das informações corretas pelo pediatra. Outro ponto é estar ao lado e apoiar a criança, mostrando que não é um problema e sim uma condição física que com o tratamento correto ela estará livre para uma vida normal.

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Qual a idade certa para operar a fimose?

Não há uma idade ideal para a cirurgia, mas sim a condição que o paciente se encontra para que seja recomendada a mesma. Em geral ela é feita entre os 7 ou 10 anos, pois é a idade máxima onde ocorrerá o desaparecimento natural, caso não aconteça o médico pode indicar o procedimento.

A recuperação é rápida, em geral o pós-operatório é de 10 dias. O cuidado é feito como pomadas cicatrizantes e depois desse tempo a criança pode voltar às atividades, com a recomendação que sejam evitadas brincadeiras que possam ter contato com essa região, como bicicletas por exemplo.

É bom se atentar também ao fato que, quando há a cirurgia, a pele que estava escondida pela aderência enfim fica mais exposta, sendo assim pode acontecer certo desconforto no início, mas é normal que haja essa sensibilidade. Acalme a criança e deixe que ela se acostume com a nova funcionalidade.

 

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Fontes:

Uroped, Uroped, Bebê Abril, Urocentro BrasíliaDráuzio Varella