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Como lidar com frustração infantil - É Coisa de Menino - Apsen Farmacêutica

Como lidar com frustração infantil

Confira as dicas da especialista

Como lidar com frustração infantil


Como lidar com frustração infantil

A negativa de um doce ou de um tempo a mais tablet são apenas alguns dos motivos causadores de frustração infantil que, aos nossos olhos de adultos, julgamos - muitas vezes - de forma superficial e pouco empática, simplesmente por se tratarem de situações banais, peculiares do universo infantil.

E, assim, tendemos a flutuar entre as polaridades, onde alguns não sustentam testemunhar a intensa reação emocional da criança, muitas vezes acompanhadas de gritos e choros, e, consequentemente, optam por percorrer pela via da permissividade a fim de evitar conflitos. Enquanto isso, outros escolhem atravessar as reações de frustração dos pequenos, tendo a repressão ou o julgamento como estratégia para manejar o comportamento.

Por que a criança se frustra?

O fato é que, independentemente do motivo, a frustração infantil é genuína e a manifestação não se trata de um teatro ensaiado, mas sim de uma experiência neurofisiológica protagonizada no cérebro e materializada em forma de comportamentos e emoções que, no caso dos pequenos, costumam surgir com maior intensidade. 

Assim, a forma como lidamos com os sentimentos que surgem quando não temos um desejo ou necessidade atendidos pode e deve ser “treinada” na infância a partir de situações espontâneas e naturais ao cotidiano da criança. E, partindo desse princípio, podemos ilustrar a frustração como uma espécie de “musculatura” que deve ser fortalecida desde o início da vida.

Frustração como parte do desenvolvimento infantil     

Da mesma forma que o desenvolvimento motor é essencial para a criança, como adquirir habilidades motoras, tais como sentar, andar, correr ou falar, a metáfora da frustração como um “músculo” nos permite associar que o treino desse elemento é essencial para o indivíduo desenvolver competências socioemocionais, flexibilidade, resiliência e capacidade de resolução de problemas.

Dessa forma, os momentos de frustração, naturalmente experimentados pela criança, devem ser vistos pelo adulto como grandes oportunidades de aprendizagem para que um circuito neural referente à tolerância à frustração seja bem embasado durante a formação do poderoso cérebro infantil, que toma as experiências de vida primárias como referência para organizar a maneira como irá lidar com as vivências na vida adulta.

Frustração infantil na prática

Muito mais do que tolerar a frustração, é preciso aprender atravessar as adversidades de forma funcional, flexível e equilibrada. Esse treino começa naquele exato momento em que a criança se depara com um desejo negado, em que a forma que ela irá ser conduzida quando, por exemplo, não tem um bom desempenho no campeonato de natação, poderá influenciar na maneira com que ela irá lidar com seus desafios profissionais na vida adulta.

É importante perceber que a capacidade para lidar com as pequenas frustrações na infância fortalece a criança a partir da estrutura da resiliência, prevenindo que uma imaturidade dessa habilidade venha a fragilizar o pequeno, deixando-o vulnerável de forma recorrente a qualquer evento estressor, por simplesmente não ter repertório cognitivo nem emocional que o instrumentalize a responder de forma saudável às situações que são desagradáveis.

Pontos de atenção

Os pais devem estar atentos à maneira como intermediam o cenário de frustração dos filhos durante a infância, cuidando para que, por exemplo, atitudes superprotetoras não boicotem a vivência natural dessas situações, bem como evitando que o julgamento da reação emocional do pequeno, como sendo algo “bobo” ou “feio”, o distancie da oportunidade de desenvolver consciência emocional e um desempenho comportamental mais funcional. 

Dicas para lidar com a frustração da criança

Uma das formas de mediar esses momentos tempestivos é ensinar a identificação e nomeação da emoção experimentada pelo pequeno. Logo, se tratando de frustração infantil, as emoções referentes à raiva e à tristeza precisam ser reconhecidas e encaradas com maior naturalidade e empatia pelo adulto para que, consequentemente, a criança compreenda que, apesar de desagradáveis, essas sensações são naturais e não só podem, como necessitam, ser vivenciadas - desde que haja um direcionamento para que ela aprenda a expressar essa emoção por meio de um comportamento mais adequado.

E, além das experiências rotineiras, a habilidade de lidar com a frustração infantil pode ser desenvolvida de forma lúdica, por meio do uso de brincadeiras e jogos de regras bem como por meio de atividades esportivas, em que a criança, naturalmente, irá se deparar com situações frustrantes, como quando, por exemplo, perde numa partida de um jogo.

Por fim, vale lembrar que os pais também devem permanecer maturando suas competências para lidar com a frustração uma vez que são modelos constantes para seus filhos. 

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Roberta Lima, psicopedagoga e criadora do perfil @terapiadacrianca




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